segunda-feira, 30 de junho de 2008

Caprichoso é bicampeão do Festival Folclórico de Parintins



Com uma diferença de 4 décimos o Boi Bumbá Caprichoso conquistou o 43° Festival Folclórico de Parintins. No geral, o Garantido somou 1257,4 e o Caprichoso 1257,8. O touro negro defendeu, nas três noites de apresentação (27,28 e 29), o tema "O Futuro é Agora" destacando a preservação e a sustentabilidade da mesma. O boi da estrela destacou também o surgimento dos movimentos sociais que deram apoio aos povos da floresta na defesa da Amazônia, fazendo assim uma retrospectiva aos anos 1970, década do surgimento desses movimentos. Entre eles os formados por ribeirinhos, povos indígenas, seringueiros e camponeses, além de exaltar a resistência dos índios aos colonizadores como uma lição a ser seguida para construir um futuro melhor.

A apuração

Como acontece todos os anos, a apuração foi cercada de polêmicas. O Garantido começou em desvantagem, perdendo 7 décimos por ter se atrasado na primeira noite. Porém, os representantes do boi vermelho não aceitaram numa boa. Pelo contrário, houve muita discussão e troca de ofensas entre os representantes do Garantido e a Comissão Julgadora. Eles alegavam que a comissão não tinha o direito de tirar pontos já que o Caprichoso não entrou com o pedido de impugnação. Por isso, a apuração começou às 15:ooh, com uma hora de atraso.

Com a vantagem de um décimo o Caprichoso venceu a primeira noite; venceu também a segunda noite, desta vez com uma vantagem de 3 décimos. A última noite foi equilibrada e terminou empatada entre os dois bois. E com quatro décimos o caprichoso conquistou o título do festival pelo segundo ano consecutivo. A festa da vitória, como já é tradição, está marcada para o próximo sábado, no sambódromo.

Chororô vermelho

Como era previsível, no final da apuração, enquanto um lado comemorava, o outro resmungava. Antes do final da apuração o presidente do Garantido Vicente Matos encheu a boca para dizer que o boi vermelho, segundo ele, ao contrário do Caprichoso, não fica choramingando a derrota ou dizendo que o resultado foi armação. Não foi bem isso que aconteceu no final. No primeiro pronunciamento após o anúncio do resultado, o presidente do bumbá vermelho disse que o resultado foi fabricado, além de lamentar profundamente a perda dos 7 décimos, que, sem dúvida fizeram muita falta.

Títulos perdidos por décimos não são nenhuma novidade no festival de Parintins. Essa o torcedor do Garantido não pode esquecer: em 1997, o apresentador do Caprichoso, Gil Gonçalves, perdeu pontos por agradecer o (na época) governador Amazonino Mendes na hora da apresentação. A punição foi fatal para que o boi azul deixasse escapar o tetracampeonato. 11 anos depois foi a vez do boi vermelho sentir na pele o que é perder um título por décimos.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Acordo dispensa passaporte

Agora ficará mais fácil conhecer os países da América Latina. O Brasil assinará, durante a reunião da Cúpula do Mercosul, semana que vem, um acordo com países associados ao bloco para permitir que turistas brasileiros possam visitar a Venezuela, Peru e Colômbia apresentando somente a carteira de identidade (RG). Dispensando, assim, o uso do passaporte. Os turistas desses países passarão a ter o mesmo privilégio se quiserem visitar o Brasil.

O Ministério das Relações Exteriores acredita que até o final do ano o benefício já possa ser usufruido pelos cidadãos dos países envolvidos no acordo.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

O segundo rugido do leão

A nova aventura supera a primeira em efeitos especiais e batalhas

Luiz Guilherme

Para os irmãos Pevensie se passaram um ano. Em Nárnia mais de 1.300 anos. Inevitavelmente, houve muitas mudanças: a era de ouro acabou, a terra foi dominada pelos Telmarines (espécie de piratas) e agora quem manda é Miraz (Sergio Castellitto), que faz de tudo para ser rei de Nárnia. Porém, Há um obstáculo: o seu sobrinho, o princípe Caspian (Ben Barnes), um jovem que se interessa muito pelo passado glorioso de Nárnia. Mas, Caspian descobre que Miraz planeja matá-lo após o nascimento de seu filho; ele foge e se junta a um grupo de narnianos, que vivem escondidos na floresta. Caspian, através de uma trompa mágica, convoca os antigos reis: Pedro (Wiliam Moseley), Edmundo (Skander Keynes), Susana (Anna Popplewell) e Lúcia (Geroge Henley). E juntos, com os animais falantes refugiados (como o ratinho valente Ripchip) tentam reencontrar Aslam para libertar Nárnia dos telmarines. E assim começa As Crônicas de Nárnia - O Príncipe Caspian (2008), a segunda adaptação do clássico da literatura mundial do escritor irlandês C.S. Lewis.

O autor de As Crônicas de Nárnia narra com maestria suas aventuras fantásticas (recomendo a leitura). Em linguagem clara e direta envolve o leitor no mundo mágico de Nárnia. Creio eu que a adaptação desta obra é menos trabalhosa que um Senhor dos anéis, por exemplo. Detalhes são tão dispensáveis pelo escritor que os realizadores se dão ao luxo de estender partes que na versão literária não passam de uma breve citação. O que poderia ser um risco, às vezes, acaba sendo um acerto. Um exemplo na adaptação do segundo filme: enquanto que no livro trazer de volta a Feiticeira Branca (Tilda Swinton) é só uma sugestão dada por uma das personagens, no filme ela aparece de fato, dentro de uma coluna de gelo, e é uma das melhores cenas do filme. É muito bom rever Tilda interpretando a feiticeira. Sinceramente, não sei se outra atriz incorporaria tão bem a personagem, que possui duas características marcantes: frieza e falsidade.

Quem assistiu a primeira adaptação da famosa série do escritor irlandês, O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (2005), e viu aquela batalha ligth, que mais parecia uma apresentação de balé, nunca imaginou que o segundo filme evoluísse tanto a ponto de levar o espectador a lembrar de outra adaptação famosa - a trilogia O Senhor dos Anéis -, ou seja, as fronteiras entre Nárnia e a Terra Média diminuíram consideravelmente. Há muitas mortes numa batalha épica travada a céu aberto; inclusive tem uma cena de decapitação, porém, assim como no primeiro, sem derramamento de sangue. Tudo é mostrado com eufemismos.

Porém, nem tudo são flores. Acontecimentos isolados foram acrescentados para deixar o filme mais atraente ao grande público, e pode desagradar quem acompanha a aventura pelo livro. Primeiro, a desnecessária rivalidade entre Pedro e Caspian para liderar os narnianos. Segundo, o clima de romance entre Susana e Caspian. Para uma seqência que pretende ter o mesmo sucesso de bilheteria que o filme anterior, é válido dá umas pitadas do gênero para tentar agradar gregos e troianos. Afinal, há quem ache indispensável num filme de aventura um romance, nem que seja frustrado. O problema é que ao invés desses detalhes (gorduras que deviam ser queimadas), os roteiristas deveriam dá uma atenção especial para a personagem Lúcia e o Leão Aslam. É neles que a moral da história se concentra. Faltou sensibilidade nesse sentido. Aslam, por exemplo, foi pouco explorado, o que fez com que alguns críticos tachassem sua aparição como tardia. “Só surgiu mesmo para colocar os pingos nos “is””, escreveram alguns. Na verdade a esperança inabalável de Lúcia nele, contrapondo com a incredulidade dos demais, é o ponto principal do enredo, mas, infelizmente, aparece em cenas secundárias; para o espectador menos atento passa batido, e a personagem fica parecendo mais um “ombro amigo” aos outros personagens desanimados ante as dificuldades.

Muitos disseram que Nárnia está parecendo a Terra Média de J.R.R. Tolkien. Realmente. Concordo. Ainda mais quando vemos cenas onde o exército do rei Miraz marcham para a guerra. Nessa hora é quase impossível não lembrar dos orcs marchando em O senhor dos Anéis: As duas torres (2002). Em relação a maturidade da série: é absolutamente normal e necessário. Vejamos como exemplo a franquia Harry Potter, o primeiro filme era bem infantil, focado mais na apresentação de um mundo mágico; já o segundo, A câmara Secreta (2002), é mais sombrio, o que causou espanto na época, inclusive em alguns fãs. Assim é a continuação de Nárnia; deixa de ser aquele ambiente colorido e torna-se, sem perder jamais a magia, um lugar sombrio e selvagem. A direção também está mais madura. Andrew Adamson (Sherek 1 e 2) já provou a todos que tem talento e capacidade para dirigir bons filmes com atores de carne e osso.

Superior ao primeiro filme em alguns aspectos, entre eles os efeitos especiais, essa nova aventura deu um fôlego e tanto para que os outros livros de Lewis sejam adaptados para o cinema.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Semana Nacional Antidrogas: Vencedores do VII Concurso Estadual de Cartazes recebem premiação

Na manhã de terça-feira (24), no auditório da reitoria da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), Avenida Djalma Batista - Chapada, aconteceu a premiação dos alunos vencedores do VII Concurso Estadual de Cartazes, a entrega do diploma de mérito pela valorização da vida e a escolha dos amigos do Conselho de Entorpecentes do Amazonas (Conen/AM). O evento faz parte da programação da Semana Nacional Antidrogas que termina na sexta-feira (26).

O tema do VII Concurso Estadual de Cartazes foi “A prevenção do uso indevido de drogas na comunidade” e o concurso escolheu os melhores desenhos feitos por alunos do 2º ao 6º ano de escolas públicas e particulares tanto da capital, quanto do interior do Amazonas.

Durante a cerimônia, o secretário executivo da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus), Ricardo Trindade, ressaltou a importância social que a Semana Antidrogas possui ao provocar o debate sobre a prevenção ao uso das drogas e o combate ao tráfico de entorpecentes.

Durante seu pronunciamento, Trindade falou que cerca de 90% das internas da Cadeia Pública Feminina do Amazonas estão reclusas por envolvimento direto com o tráfico e o uso de drogas. Ele relata ainda que além dos detentos que cumprem a pena por tráfico, há os que estão na cadeia por cometerem crimes motivados indiretamente pelas drogas.

Fotos: Antônio Assis

Novo calendário de provas da UEA já foi definido

A Universidade Estadual do Amazonas (UEA) já definiu nova data para a realização das provas. Confira abaixo passo a passo do novo calendário:

+A primeira etapa do vestibular será realizada no próximo dia 20 de julho;

+O resultado da primeira etapa será divulgado no dia 7 de agosto;

+A Comissão Coordenadora do Vestibular informou que os locais da prova serão os mesmos indicados no cartão de confirmação, ou seja, não será necessário a retirada de um novo cartão, exceto aqueles candidatos que tenham perdido o mesmo;

+A reitora Marilene Côrrea disse que a logística utilizada no último dia 22 continuará a mesma. A única mudança será a segurança dobrada;

+A segunda etapa será realizada no dia 24 de agosto e o resultado final está previsto para ser anunciado no dia 9 de setembro.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Primeira fase do vestibular da UEA é cancelada

Após denúncias de vazamento das questões, a primeira fase do vestibular da Universidade Estadual do Amazonas (UEA) 2008 foi cancelada. O anulamento foi confirmado na manhã de hoje em entrevista coletiva realizada no sala dos conselhos da univerisdade. Entre os responsáveis pelo comunicado estava a reitora Marilene Côrrea e o secretário de estado de segurança Francisco Sá Cavalcante.

Segundo a UEA, em nota, Marcelo Andrade de Bonfin, responsável pelo transporte das provas de Manaus para o munícipio de Tefé, abriu um dos pacotes extras e retirou uma prova rosa, sendo que as provas, por medida de segurança, foram aplicadas em quatro cores, com as mesmas questões, só mudando a ordem das respostas.

O funcionário enviou, via fax e correio, cópias da prova para um professor particular chamado Reginei de Souza Azevedo que comercializou as cópias por um valor entre R$2 mil a R$8mil reais. Os dois já foram indiciados por crime de violação de sigilo funcional. O secretário de segurança disse que continuará as investigações para descobrir se há outras pessoas envolvidas no esquema.

A reitora Marilene Côrrea deixou bem claro que irá programar o calendário para a aplicação de uma nova prova e que os inscritos não sairão prejudicados; só deverão ficar atentos para o novo calendário para, assim, retirar um novo cartão de confirmação. O dia da nova prova ainda não foi definido, mas, a reitora adiantou que será nos primeiros dias de julho para não alterar a data da segunda etapa nem o início do segundo semestre.

E o troféu jaca verde vai para...

A Universidade Estadual do Amazonas (UEA) pela pontualidade inglesa. Divulgou que ia disponiblizar o gabarito da prova da primeira etapa, realizada no último domingo, ao meio dia de ontem e só publicou às 4:02h da tarde. Além do atraso, por suspeitas de fraude, a reitora Marilene Corrêa da Silva decidiu suspender a primeira etapa do vestibular. Segundo a nota emitida pela univerisdade a situação é grave.

O Jornal A Crítica pela falta de zelo ao noticiar o atentado sofrido pelo jornal Diário do Amazonas na madrugada de domingo. Cometeu um erro primário ao publicar erroneamente o endereço do jornal. Disse que o Diário ficava no Parque Dez, zona Oeste, quando na verdade fica na Av.Djalma Batista, zona Centro-Oeste.

O Jornal Amazonas Em Tempo por ter noticiado o mesmo fato praticamente numa notinha de rodapé.

O presidente Lula por confirmar apoio a Omar Aziz no primeiro turno das eleições municipais. Na sua última vinda a Manaus, Lula deixou a imprensão de que apoiaria novamente Serafim Côrrea. A política é uma caixinha de suspresas... desagradáveis.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Preserve

Por Tabajara Moreno

Meio ambiente, aquecimento global e desenvolvimento sustentável são palavras que permeiam uma ideologia em construção que prega a necessidade de o homem conciliar a exploração dos recursos naturais com a preservação e recuperação deles. Este novo conceito de desenvolvimento sócio-econômico fundamenta-se numa pseudo - preocupação com o impacto das ações humanas no ecossistema do planeta.

Desde que o homem percebeu a incapacidade de sobreviver à devastação advinda da necessidade extemporânea de explorar a natureza para extrair dela tudo o que pode ser revertido em lucro, que tem se discutido medidas que podem reduzir o impacto do desenvolvimento tecnológico e econômico sobre o meio ambiente. Essa noção de preocupação ambiental é extremamente válida. Entretanto, ela não é capaz de esconder os interesses intrínsecos a ela.

A Amazônia é nossa, pelo menos geograficamente. Cerca de 5,5 milhões de quilômetros quadrados da Amazônia pertencem ao Estado brasileiro. Contudo, alguns homens de influência internacional tem discutido a necessidade de se internacionalizar esta região para que ela não seja destruída, já que é a última floresta tropical do planeta.

Mas a possível internacionalização da região não será para fins de preservação, conservação, ou sei lá qual termo é usado para estes fins. A proposta de tornar a região Amazônica patrimônio internacional tem o objetivo de colocar a região sob a responsabilidade de países que sejam “mais capazes” de explorá-la, extraindo dela recursos capazes de promover um novo boom econômico.

A grande verdade é que não há preocupação alguma com preservação ambiental, aquecimento global, tampouco desenvolvimento sustentável. O que há, pelo menos no que tange à Amazônia, é uma preocupação com o monopólio da extração das riquezas naturais.

Esta noção de preservação ambiental, desenvolvimento sustentável, é difundida pela imprensa como a nova onda para o progresso humano e, até mesmo a sobrevivência na terra. Os veículos de imprensa tem iniciado um processo de fundamentação e legitimação da ideologia da preservação ambiental por meio da produção de material que difunde nas pessoas a importância da conciliação de dois mundos que até pouco tempo estavam dissociados: o tecnológico e o ecológico.

Não que preservar o meio ambiente, recuperá-lo e controlar a exploração dos recursos naturais não seja uma medida importante para a sociedade moderna, justo ao contrário, esta proposta é extremamente válida. Contudo, esta ideologia tem sido utilizada de maneira a privilegiar aos detentores do poder econômico e exploratório dos recursos naturais, quem justamente é o maior responsável pela devastação do meio ambiente.

Semana Nacional Antidrogas debate a participação da comunidade na batalha contra as drogas

Cartaz da estudante amazonense Paula Regina dos
Santos, vendedora do Concurso Nacional de Cartazes Sobre
Drogas.

Na última quinta-feira (19), no hall da agência do Correio da Praça do Congresso – Centro, aconteceu a abertura da Semana Nacional Antidrogas que acontece até o dia 26. Organizada pela Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus), por meio do Conselho de Entorpecentes do Amazonas (Conen/AM), em uma parceria com a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), a semana vai discutir a importância da participação da comunidade no combate e prevenção ao uso de drogas.

Na solenidade de abertura da semana foi feita a apresentação dos alunos vencedores do VII Concurso Estadual de Cartazes que teve como tema “A Preservação e o uso indevido de Drogas na Comunidade”. Os cartazes, expostos na agência dos correios da Praça do Congresso, foram produzidos por crianças da faixa etária de 7 a 14 anos e simbolizam a percepção delas de como a comunidade deve agir para prevenir o uso de entorpecentes.

Uma constante nos cartazes vencedores é a presença de imagens que remetem à família, escola, igreja, a prática de esporte e a harmonia familiar e social. O aluno da quarta série da Escola Estadual Bom Pastor, Frank Elison Ramos, 9, foi sucinto na definição do cartaz, produzido por ele para o concurso. “Significa um mundo sem drogas, um mundo bem melhor”, disse.

Para o assessor do Departamento Estadual Antidrogas da Sejus, Raimundo Gutembergue Soares, a realização do concurso de cartazes sobre a temática das drogas com a participação de crianças, a partir da segunda série do ensino fundamental, é uma ação eficaz no combate ao uso de entorpecentes, pois insere no cotidiano dessas crianças, a temática das drogas e, conseqüentemente, estimula a percepção crítica delas quanto à utilização. “Inserir a problemática das drogas para as crianças facilita a preocupação com consumo indevido na sociedade e na família. É preciso apresentar a idéia de que a decisão de usar ou deixar de usar drogas é unicamente da pessoa, mas para que a pessoa tome a decisão, toda a sociedade deve ajudar”, falou Gutembergue.

O presidente do Conen/Am, José Nilson dos Santos, acredita que a semana é um momento impar no combate a prevenção. “O Brasil está dando passos importantes para o combate às drogas. Saímos de um período de atraso”, falou. Para ele, a realização do concurso de cartazes pode ser comparada à campanha de imunização contra a Poliomielite. “Os cartazes produzidos pelas crianças são um passo importante para o combate às drogas. De gota em gota, o Brasil conseguiu se livrar da poliomielite e, a partir destas ações, do debate sobre o uso das Drogas, começamos a fomentar a importância de evitar o seu uso, principalmente das Drogas lícitas”, disse Nilson.

sábado, 21 de junho de 2008

Kung fu animal

Um tempo desses, filmes de comédia com o tema kung fu viraram febre e encheram as prateleiras das lojas e locadoras. Kung-Fusão (2004) e Kung Fu Futebol Clube (2001) são dois exemplos bem conhecidos. A onda passou, e a Dreamworks volta a explorar o tema e lança a animação Kung Fu Panda (2008). "Até que enfim", dirão alguns. Com razão, pois desde o ano passado vemos cartazes anunciando este filme nos cinemas manauras. A estréia está prevista para o dia 7 de julho.

As aparências podem enganar, mas pelo trailer, apesar de mostrar no mesmo uma piada "milenar" (tipo, socar um saco de areia e ele lhe acertar de volta), o filme parece ser bom. De qualque forma, a aventura é centrada no preguiçoso panda Po (dublado por Jack Black do filme O Amor é Cego- 2001), o único que pode salvar o Vale da Paz das garras do maligno leopardo Tai Lung (McShane). Para cumprir essa missão, Po será treinado pelo mestre Shifu (Dustin Hoffman).

Todas as atrapalhadas deste panda é embalado pelo som da banda Wang Chung, famosa nos anos 1970 (já ouviu a música "oh-oh-oh-oh-oh-oh-oh..."). E aproveitando o clima das Olímpiadas o filme se passa na China.


Título: Kung Fu Panda (2008)
Direção: Mark Osborne / John Stevenson
Elenco: Jack Black - Po (voz), Dustin Hoffman - Shifu (voz), Angelina Jolie - Tigress (voz), Ian McShane - Tai Lung (voz), Jackie Chan - Monkey (voz), Seth Rogen - Mantis (voz), Lucy Liu - Viper (voz), David Cross - Crane (voz).

Errar é escluzividade do ser umano



Foto: Lídia Silva

terça-feira, 17 de junho de 2008

Luz, câmera, voto!

Luiz Guilherme
No dia 23 de maio morreu aquele que era considerado uma referência ética na política brasileira, o senador Jefferson Péres. Nós, que lutamos por um país mais justo, mais digno de viver, onde a desigualdade social não seja tão abismal como é, nos sentimos vazios, órfãos. Sentimos-nos sem opção, sem referência, afinal, Péres é uma daquelas pessoas que nos impedem de generalizar e chamar a classe política de corrupta para baixo, coisa que, sem ele no Senado Federal, vai ser difícil. O Amazonas sentiu, o Brasil sentiu. A repercussão foi grande e as homenagens também.

Nunca vimos Jefferson Péres carregando criancinhas no colo. Nunca o vimos apresentando um programa de rádio ou de entrevista, nem um talk-show e muito menos um programa assistencialista-policialesco. Nunca posou de super-herói, salvador da pátria ou provedor dos necessitados. Sua única participação na mídia eram seus artigos publicados semanalmente no jornal A Crítica, um espaço que ele usava para discutir temas que estavam sendo a “bola da vez” na imprensa. Mesmo não usando a mídia como trampolim político, ele conseguiu se eleger vereador e senador duas vezes. Seu zelo pela ética na política brasileira logo chamou a atenção e reforçou a máxima de que no lixeiro é possível brotarem flores. Exemplo de político. Modelo de político que, pelo visto, é rejeitado por boa parte dos nossos representantes atuais.

Os “irmãos coragem”

Por falar neles, em agosto o show vai começar; ou melhor, a preparação para o grande “espetáculo” começa muito antes. Nas nossas TVs, para ser mais preciso. Se Péres não precisava usar artifícios midiáticos para se eleger, os atuais e aqueles que almejam exercer um cargo público, usam e abusam. A programação local das rádios e TVs amazonenses estão cheias de super-heróis: homens e mulheres que usam seu espaço na mídia para seduzir os ignorantes. São como as sereias, mas ao invés de seduzir com o seu canto, seduzem com seus discursos. E não há arma mais eficaz para hipnotizar o maior número de eleitores que as ondas do rádio e os sinais da TV, dois meios poderosos, capazes de anestesiar qualquer vestígio de senso crítico da massa. Também são dois veículos perfeitos para fabricar mitos, personagens mascarados, que escondem a verdadeira identidade, ou melhor, suas verdadeiras intenções.

Esse tipo de político não é fruto do século XXI. Outros já pisaram nessa “lua”, e aprenderam uma fórmula velha, porém, eficaz: carisma, boa oratória e, sempre na sua fala, tocar em assuntos ligados ao social, como emprego, por exemplo. Getúlio Vargas (1882-1954) é um exemplo clássico. Governou nosso país nas décadas de 1930 e 1940 e implementou leis sociais e trabalhistas. Resultado: ganhou o codinome de “pai dos pobres”, rótulo que até hoje lhe acompanha nas enciclopédias e livros didáticos dos ensinos fundamental e médio. Até José Sarney, na década de 1980, ostentava o seguinte lema no seu governo: “Tudo pelo Social”, que, mesmo sendo uma “fórmula milenar”, é seguida fielmente pela nova geração de políticos.

Não tem para onde correr. Onde você sintonizar, lá estarão. São líderes de audiência nos seus horários. Os irmãos Carlos Souza, Wallace Souza e Fausto Souza, os irmãos coragem, apresentam há muitos anos o Canal Livre, uma espécie de delegacia eletrônica. Lá enfrentam traficantes, mostram o sofrimento alheio, tiram sarro dos criminosos detidos e distribuem camas, colchões e materiais de construção, além de esfihas àqueles que ficam desde cedo na porta do estúdio em busca de ajuda e que compõe seu auditório, de onde vêm os aplausos entusiasmados a cada discurso dos apresentadores. Carlos e Wallace atualmente são deputados. O único que ainda não exerce cargo público é o empresário Fausto Souza, mas, é uma questão de tempo.

“Quero agradecer, futuro vereador”

Só para se ter uma idéia da popularidade dos irmãos (que apresentavam o Canal Livre na TV Rio Negro, atualmente na TV Manaus), quando Carlos se candidatou a vereador em 2000, conseguiu se eleger com uma votação recorde. Fausto não ficou atrás e tentou se eleger vereador nas eleições de 2004, porém, não ganhou. Pudera, a concorrência estava acirrada, pois três apresentadores, também muito populares, haviam se candidatado: Mirtes Salles (repórter e apresentadora substituta do “Exija seus Direitos”, cujo apresentador titular, Marcos Rota, é deputado), Conceição Sampaio (apresentadora do Câmera 13) e Sabino Castelo Branco (apresentador do, na época, “Bronca na TV”), que devido aos seus comentários à Datena conseguiu também, além de uma audiência arrebatadora, tanto no rádio quanto na TV, uma votação recorde na capital. Detalhe: todos os três eram colegas de emissora. Com tanta opção assim no mercado, um tinha que rodar. Sobrou para Fausto. Entretanto, ele tentará novamente nas eleições deste ano.

Na mesma linha do “Canal Livre” está o “Programa Sabino Castelo Branco”. O apresentador Sabino, agora deputado federal e que almeja ser prefeito de Manaus, assim como os irmãos coragem, mudou de emissora, mas, continua enfrentando traficantes de peito aberto e, é claro, distribui algumas “coisinhas” como é de lei, só não dá esfiha. Ah, e ele ainda dedica um bom tempo de seu programa para falar mal do atual prefeito, que derrotou seu candidato nas eleições municipais de 2004. O uso do seu programa como palanque eletrônico é tão explícito que chega a ser pornográfico.

O pior é que esse tipo de político (cuja TV Rio Negro fabrica aos montes) são como os Gremilins - multiplicam-se rapidamente. Sabino, quando tem compromissos em Brasília, deixa o seu filho no comando do programa. Um jovem que pelo jeito vai seguir os passos do pai. Certa vez assisti a uma cena de dá nó no estômago. Numa das edições do programa, uma mulher humilde estava agradecendo a ajuda que recebera. Ela, além de dizer, entusiasmada, que era eleitora fiel de Sabino, disse o seguinte para o “Sabininho”: “... Também quero agradecer a você, futuro vereador”. Ele esboçou um sorriso amarelo. Mas é isso aí. Para se candidatar é “daqui pra li”. Talvez este ano mesmo ele já estampe camisas, santinhos e chaveiros, e apareça no horário eleitoral jurando amor eterno ao povo.

Vontade do povo

Outros programas como “Câmera 13”, “Fogo Cruzado” e “Exija seus Direitos” escolheram o assistencialismo como seus carros-chefes. Os três continuam na TV Rio Negro, dando para receber depois, nas urnas. Conceição Sampaio já conseguiu; Mirtes Salles também; o deputado Marcos Rota, apresentador oficial do Exija já colheu os frutos há muito tempo; Henrique Oliveira, filho do também político e apresentador Nonato Oliveira, em breve “estará em cartaz”; aliás, não é qualquer um que consegue enfeitar tão bem os momentos assistencialistas do seu programa. Ora ele aparece fazendo cimento para alguém beneficiado com uma reforma na sua casa, ora assa um churrasquinho para o indivíduo que ganhou um carrinho do programa para trabalhar.
Tudo mostrado em bons ângulos, com direito a imagens em preto e branco e uma tocante música gospel de fundo. Por falar nela, a música “Restitui”, da banda evangélica “Toque no Altar”, tão explorada por ele, talvez embale sua campanha, assim como a música “Braços de ferro e punhos de aço...” Foi a música-tema da campanha de Sabino Castelo Branco em 2004.

Enfim, poderia passar um bom tempo escrevendo sobre todos os programas estilo palanque eletrônico. E isso não é exclusividade da TV Rio Negro (embora ela seja referência na fabricação desse tipo de político), pois as outras não ficam atrás. O vereador Braz Silva apresentou durante muito tempo o “Ponto Crítico”, um dos principais programas da "TV A Crítica". Caso semelhante foi na TV Amazonas. O vereador Elias Emanuel era apresentador do telejornal “AM TV primeira edição”. Ambos não distribuíam ranchos. Apenas davam espaço para a população falar. Porém, eles usaram a sua popularização para fins eleitoreiros.

Vale destacar que a audiência fiel desses programas é composta pela maioria esmagadora de pessoas pobres. E através de seus “atos heróicos” prendem, principalmente os beneficiados, numa corrente invisível. Eles votam cegamente nesses políticos-apresentadores, como se fosse a sua última esperança. E quando são eleitos, alguns dizem àqueles que os criticam que foi feita a vontade do povo. Sim, é bom lembrar que foi uma “vontade” cega. É o voto do cabresto do século XXI, só que mais sofisticado.

“A hora do voto”

Se dependesse do número de justiceiros e provedores nos representando, Manaus já havia resolvido todos os seus problemas. Afinal, no discurso deles, resolver certos problemas é facílimo; cobram atitudes imediatas do governo, e quando estão lá, seja na Câmara dos Vereadores ou em Brasília, não mostram aquela força (embora seja mitológica) que mostram na frente das câmeras.
Nem a mídia impressa escapa de ser usada para fins eleitoreiros. Em 2005 surgiu nas nossas bancas o Correio Amazonense, cujo patrono era o ex-governador Amazonino Mendes. O jornal sacudiu o mercado dos impressos; em apenas um ano de existência tirou o segundo lugar do jornal Diário do Amazonas e começou a incomodar o tradicional periódico A Crítica. Foi um jornal ousado enquanto durou. Catou todos os melhores profissionais da cidade com promessas de salários altos.
Mas, Amazonino perdeu as eleições para o governo do estado em 2006 e, consequentemente, o jornal afundou. Jornal cuja finalidade era, claramente, caso Mendes se elegesse, ser um diário oficial mais bonitinho, com boas fotografias e uma diagramação interessante. Outro que já entrou em extinção foi o jornal O Estado do Amazonas, da família Garcia, também proprietária da TV Rio Negro, a fábrica de mitos. Foi útil enquanto durou. Para eles. Tanto que a atual deputada federal Rebeca Garcia, que tinha uma ligação direta com o jornal, publicou um artigo na véspera das eleições do primeiro turno em 2006 com o sugestivo título de “A Hora do Voto”. Mesmo a mídia impressa não escapando desse tipo de uso, a eficácia continua pertencendo aos meios eletrônicos.

Lado coca-cola da hipocrisia

Talvez para mostrar serviço, mas o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) durante a campanha proíbe os candidatos de aparecerem na TV comandando seus programas, é claro. Todavia, é inútil, porque o político-apresentador teve dois ou três anos na mídia, tempo suficiente para criar um mito e capturar eleitores ingênuos, usando seu espaço como uma verdadeira propaganda eleitoral privilegiada e extensa - afinal, uma, duas ou três horas diárias na TV é tempo suficiente para influenciar muita gente.

Realmente, políticos como Jefferson Péres correm o sério risco de entrar em extinção. E o pior, boa parte dos brasileiros já estão acostumados com isso. No fórum de discussão no site do jornal O Globo, no meio de tantas homenagens, uma mensagem chamou atenção. Um internauta escreveu: “O que Jefferson fez de importante?” Indagava. A declaração ignorante refletiu bem o perfil do eleitor brasileiro: político só é louvado quando manda construir obras monumentais e distribui ranchos, telhas e dentaduras; e que é adepto da afirmação burra do "rouba, mas faz". Se não faz isso, pouco importa se o político tem consciência da importância que é representar o povo ou se zela pela ética.

Entre seguir o caminho estreito, percorrido por Péres, os “super-heróis” preferem um caminho largo chamado “espaço na mídia”, onde suas boas ações são vistas e ouvidas por milhares de pessoas que, nas eleições, não os tratam como mais um candidato, mas como “o candidato”. Sinceramente, isso sim é o lado coca-cola da hipocrisia.
Publicado também no Observatório da Imprensa

segunda-feira, 16 de junho de 2008

E o troféu jaca verde vai para...

#As instituições de ensino superior de Manaus, que estão morrendo de inveja do Centro Universitário do Norte - Uninorte pelo convênio firmado com a Prefeitura de Manaus para desenvolver atividades extracurriculares no Parque dos Bilhares, especificamente na rádio. A revolta foi tanta que saiu uma notícia no jornal Diário do Amazonas sobre o fato no dia 10 de junho. Para esclarecer as coisas, o superintendente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) Eraldo Bandeira disse que no segundo semestre do ano passado foi enviado um ofício circular para todas as instiuições de ensino superior da cidade, porém, só o Uninorte respondeu e aceitou desenvolver atividades permanentes no parque (o convênio foi assinado em outubro do ano passado e tem validade de um ano). O superintendente disse ainda que o parque está aberto às outras instituições, mas, não podem fazer o mesmo trabalho que o Uninorte.

#A Galeria do Largo. Ontem, alunos de Jornalismo estavam fazendo um passeio técnico pelo Largo de São Sebastião, entretanto, na hora de visitar a galeria... estava fechada. Um pequeno detalhe: eram 17:00h em ponto; e a placa diz que o espaço funciona aos domingos a partir das 17:00h. Final da história: os alunos tiveram que cancelar a visita.

sábado, 14 de junho de 2008

Papo F!losóf!co

Narda Teles*

A liberdade de ser artista

“Quando meus sentidos processam reflexões ou dúvidas da atualidade em que vivo, agitando incontrolavelmente meu interior, e me levando a externar isto numa montagem teatral; neste instante há liberdade”.

Para mim a arte é essencialmente autônoma. E nos 26 anos que tenho produzido teatro em Manaus meu caminho sempre foi o da liberdade criativa. Este tem sido meu sismógrafo para reflexões sobre o que me inquieta. Sei que em nossa atualidade (onde há manipulações constantes de idéias, pensamentos etc.) não é fácil (alguns diriam impossível) qualquer tipo de liberdade; porém, acreditar nesta possibilidade é o que me mantém artista.
Quando meus sentidos processam reflexões ou dúvidas da atualidade em que vivo, agitando incontrolavelmente meu interior e me levando a externar isto numa montagem teatral; neste instante há liberdade. Sendo assim, minha produção não seria possível com uma autonomia parcial ou diminuída, controlada por outros. Por exemplo: criar peças por encomendas, com temas e funções determinadas por quem quer que seja não me interessaria. Tanto o é que nos últimos anos tenho trabalhado no projeto Tragecontemporâneo, onde montamos Medéia, Prometheu e agora Antígona, espetáculos que falam sobre a conflitante relação do homem com o poder. Tais temas não são muito discutidos atualmente, pois eles levam à reflexão e à mudanças. Por isso acredito ser importante discutir, pensar e debater nossa autonomia. Afinal, precisamos ter consciência se trabalhamos a serviço de alguém, quem é, e por que o fazemos.

Aqui em Manaus, é difícil para qualquer artista conseguir verba para suas montagens. E se essas montagens falam sobre assuntos que não interessam às instituições culturais é pior ainda. Dentro deste quadro minha dificuldade é imensa. Muitos grupos teatrais passaram a fazer espetáculos por encomenda para várias instituições a fim de melhorar sua infra-estrutura; mas para mim é um preço alto demais a se pagar. Então, auto gerir um grupo teatral como o meu, é lidar constantemente com a falta de recursos e descaso de entidades culturais. Essa mentalidade das instituições de financiarem apenas projetos artísticos dentro dos interesses que lhes convém, limita o desenvolvimento da arte enquanto expressão livre do indivíduo. Estou certa de que isto é um desrespeito ao artista e sua autonomia. No entanto, há uma maciça divulgação colocando estas instituições como benfeitoras da cultura. Na verdade elas beneficiam a si próprias e muitos artistas são instrumentos destes interesses particulares. Vejo este panorama se expandir cada vez mais em nosso país e acho preocupante, pois é uma forma de moldar o fazer artístico que será apresentado à sociedade. Sendo assim, o que será do artista que não permite que seus trabalhos sejam moldados? Ficará à margem? Não terá verba para continuar existindo? Até quando permitiremos que as produções artísticas de nossa cidade sejam um veículo de propaganda destas instituições? Precisamos refletir sobre estas questões para agirmos com mais consciência no fazer cênico do nosso município.

*atriz, professora de Filosofia e diretora de teatro.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Jogo Rápido

Por Luiz Guilherme

A Filosofia surgiu na Grécia no século XI a.C. Questionamentos e reflexões são seus principais instrumentos. Não é por acaso que durante a ditadura militar o ensino da filosofia foi banido das escolas, e só voltou a ser ministrada nos anos 90. Em 2006 tornou-se obrigatório a sua inclusão na grade curricular do Ensino Médio brasileiro. Mesmo assim, ainda há muita resistência por parte dos jovens, que acham a filosofia uma matéria chata e boba. Para falar sobre esse assunto o Jornal Tréplica conversou com a professora e atriz Narda Teles, que escreverá para o blog textos filosóficos sobre vários assuntos na sua coluna “Papo F!losóf!co”.

Narda Teles formou-se em Filosofia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Lecionou em colégios particulares de Manaus e durante três anos deu aulas no Japão para filhos de imigrantes brasileiros. É um dos grandes nomes do teatro amazonense.

Jornal Tréplica - Narda, para deixar claro aos nossos leitores, sobre o que trata a Filosofia? Qual a sua relevância nos dias de hoje?
Narda Teles – A Filosofia trata de conhecimento profundo sobre qualquer assunto em qualquer aspecto. É na verdade uma tomada de consciência do homem. Muitas vezes a gente diz que nós, homo sapiens, refletimos sobre o que pensamos. E é justamente isso. Filosofia é refletir sobre o pensamento e as atitudes humanas. Infelizmente, ela não é valorizada nos dias de hoje.

JT - Qual a sua opinião sobre o ensino da Filosofia nas escolas brasileiras?
Narda Teles – As escolas brasileiras não dão o mínimo valor à disciplina de filosofia. Ela é colocada de lado, justamente, porque ela leva os indivíduos a pensarem, refletirem e a tornarem-se pessoas críticas, que tomarão atitudes conscientes e influenciarão o mundo. As mudanças, muitas vezes, não são de interesse de um sistema político. O Brasil nunca teve esse interesse e até hoje não mostra, ainda, tê-lo.

JT- A Filosofia é vista pela maioria dos jovens como uma matéria sem importância e que não reprova. Na sua opinião, como fazer com que a disciplina seja atraente para os jovens?
Narda Teles – A gente percebe que, na educação brasileira, existe uma cobrança constante que tudo que o professor faça tem que ser atraente. Então, nós temos a sensação de que os adolescentes, na verdade, não têm o interesse em focar num estudo sistemático. Eu acredito que a Filosofia é atraente a partir do momento que ela começa a desenvolver esse senso crítico em que as pessoas param de ver as coisas de forma superficial e começam a questionar o mundo em que vivem e as suas próprias atitudes. Isso vai levando-as à mudança e, automaticamente, isso se torna atraente. Eu acredito que qualquer disciplina se torna interessante quando o professor tem o domínio profundo sobre ela; quando ele é apaixonado pela matéria.

JT – Quando começou seu interesse por Filosofia?
Narda Teles – O meu interesse por Filosofia teve início no ensino médio. Quando eu comecei a pensar com clareza e profundidade, através dessas aulas, eu disse: “é filosofia o que eu quero fazer”.

JT- Você deu aulas no Japão durante três anos. Qual a diferença do ensino filosófico nas escolas brasileiras e japonesas?
Narda Teles – É enorme. Porque lá existe uma valorização pelo conhecimento, o que não existe aqui. O que tem valor no Brasil é o ensino técnico. Até as universidades estão especializadas. Todo mundo é especialista em alguma coisa. Isso vai restringindo o conhecimento do indivíduo, que foca só num determinado assunto, e deixa de pensar o mundo de uma forma mais global, digamos assim. E os problemas humanos vão ficando de lado. O Japão pensa diferente porque ele pensa a técnica e o humano. E é essa valorização de disciplinas como a filosofia que faz com que aquele povo tenha se desenvolvido tanto, e sejam totalmente elevados, intelectualmente, na educação e na tecnologia.

Hemoam comemora dia mundial do doador de sangue

A Fundação Hemoam realiza, hoje, a partir das 10 horas, uma programação especial para comemorar o dia mundial do doador de sangue no Largo de São Sebastião, Centro. A previsão é coletar 140 bolsas de doadores através da unidade móvel, o "Vampirão", e cadastrar pelo menos 100 candidatos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

A data é nova. Foi criada em 2004 com o objetivo de ser mais uma oportunidade para conscientizar a sociedade sobre a importância de doar sangue. É o segundo ano que o Hemoam promove evento semelhante neste dia.

Haverá também apresentações artísticas, e durante todo o dia será distribuído, para os doadores, um lanche especial: fatias de bolo de macaxeira, pizza, refrigerante e picolé. A programação está prevista para encerrar às 8h da noite.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Golaço de letra

Por Luiz Guilherme

Ontem o Sport Clube Recife levantou a taça da Copa do Brasil 2008. Título merecidíssimo, afinal, encontrou pedreiras no seu caminho como: Palmeiras, Internacional, Vasco e Corinthians. Eliminou-os com maestria. Agora, sem polêmicas ou sombra de dúvidas, o clube conquista um título nacional.
#Finalmente os manauras apaixonados por futebol voltaram a assistir os jogos de quarta-feira ao vivo, ao invés dos pífios compactos. Como diria aquele personagem do humorista falecido Bussunda: "Fala sério!" Em pleno século XXI não dá para ficar assistindo jogo gravado.
#Os jogos voltarão a ser transmitido ao vivo graças a uma decisão liminar concedida pelo juiz Divaldo Martins da Costa, da 4° Vara Civil de Manaus. Caso a Rede Amazônica, filiada da Rede Globo, descumpra, vai ter que pagar uma multa de R$20 mil.

#O goleiro corintiano Felipe, herói na vitória por Pênaltis contra o Botafogo nas semifinais, engoliu um Sr.Frango no segundo gol do Sport. Como goleiro sofre. De herói a vilão na velocidade da luz. Levar frango logo numa final; não desejo isso nem para o goleiro da seleção argentina.

#Mas, a culpa não é só dele. O Corinthinas não jogou um bom primeiro tempo e acabou sucumbindo à superioridade do Sport, que contava ainda com o apoio de sua torcida.

#Por isso, não foi nenhuma zebra rubro-negra. Pelo contrário, quando o Sport conseguiu diminuir a diferença de três gols no primeiro jogo, realizado no Morumbi, marcando um gol aos 46 do segundo tempo, eu já sabia que o Corinthians não teria moleza na Ilha do Retiro.

#Pudera, afinal, o Sport, mesmo jogando mal, cresce quando joga na Ilha. Prova disso foi a vitória considerada "magra" sobre o Vasco no primeiro jogo das semifinais. Tanto o Vasco como o Sport não jogaram bem, porém, quem saiu com a vantagem foi o leão.

#Assim como o leão, bem que a torcida do Sport também poderia adotar a Fênix como mascote. Por quê? Simples. Nesta Copa do Brasil, o Sport não se deu bem quando jogou fora de casa, entretando, quando jogou no seu estádio renascia das cinzas e detonava seus adversários. Impossível não lembrar da sonora vitória sobre o Palmeiras de goleada (4 a 1).

#A mística de jogar em casa foi tão marcante, que a Ilha do Retiro ganhou o apelido de La Bomboilha, uma comparação com o temido estádio La Bombonera do Boca Juniors.

#Em Manaus o Sport não é tão popular como o Corinthians, entretanto, houve uns foguetinhos estourando no ar após o jogo (mesmo debaixo de chuva forte). Provavelmente eram os "secadores de plantão", encabeçado pelos palmeirenses, é claro.

#Mesmo assim, tive a oportunidade de ver no ônibus, nesta manhã, um jovem vestido de Corinthians dos pés a cabeça. Tordedor fiel é assim mesmo: na alegria e na tristeza.

#De qualquer forma, parabéns aos torcedores do Sport que moram em Manaus.

Dinâmica da disputa eleitoral

Por Tabajara Moreno

No amor e na guerra vale tudo. O chavão popular facilmente sintetiza a postura adotada por alguns candidatos ao pleito eleitoral brasileiro que acontecerá em outubro próximo. Ainda que a propaganda ou, se preferirem, o marketing político-eleitoral esteja proibido até o dia 5 de julho, não é raro observarmos, os pretensos políticos se utilizarem da propaganda irregular como arma na batalha pelo voto do povo. Este tipo de postura adotada por alguns pré-candidatos é uma amostra grátis de como será a forma de atuação deles, caso sejam eleitos.

A utilização da televisão, do rádio, dos jornais impressos e agora da internet como forma de promover a candidatura e elevar a popularidade de um político, constitui-se um hábito enraizado na cultura política brasileira. A fiscalização dos Tribunais Superior Eleitoral (TSE) e Regional Eleitoral (TRE), de certa forma, intimidam algumas práticas. Entretanto, ainda é possível encontrarmos quem se beneficie dessa irregularidade.

Na segunda-feira (02), o site de informações G1 publicou a notícia de que um pré-candidato a vereador, por Belo Horizonte, estava usando, de maneira irregular, o site de relacionamentos Orkut como plataforma para angariar votos. O indivíduo havia criado uma comunidade para anunciar sua candidatura e, além disso, postava scraps nas páginas pessoais de alguns participantes do site anunciando sua inserção na disputa eletiva. Por meio de uma denúncia, o Ministério Público Eleitoral investigou e constatou a irregularidade multando o contraventor aprendiz de sanguessuga dos cofres públicos com um valor simbólico de R$ 21 mil.

Aqui em Manaus há uma similaridade no que se refere à contravenção da lei eleitoral. Os políticos barés, alguns já bastante habituados ao poder, são viciados na contravenção da lei eleitoral. Eles manipulam a opinião pública utilizando as mazelas sociais, o caos urbano-organizacional de Manaus e a expectativa de dias melhores por parte dos cidadãos para instrumentalizar suas candidaturas.

A máquina pública ainda é bastante utilizada na promoção política de determinados candidatos ao pleito. Não é difícil encontrarmos na mídia, informes publicitários sobre a realização de obras públicas de grande importância e impacto social cuja única finalidade da divulgação é impulsionar, subliminarmente, o crescimento da popularidade de determinados candidatos.

Outra forma de propaganda ilícita praticada em Manaus é a utilização de programas radiofônicos e televisivos para a autopromoção política. Os apresentadores candidatos de programas policialesco-populistas agem como se estivessem num palanque realizando um comício de campanha partidária onde lançam propostas de governo e tecem críticas ao poder instituído. Eles expõem a falta de recursos materiais da população e a criminalidade para legitimar a existência de seus programas e perpetuar uma pseudo-necessidade de serem os contemplados pelo voto popular. Esta estratégia, por muitas vezes, tem sido vitoriosa, sob a ótica de quem a pratica. Nessa instância, os órgãos responsáveis não tem agido com tanta eficiência, vide o tempo que estes programas estão no ar.

No que se refere às propagandas, a atuação da justiça tem sido diferente. Na terça-feira (03), o juiz coordenador da Propaganda Eleitoral do Pleito Municipal, Gildo Alves de Carvalho Filho, proibiu a exibição de um comercial do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) onde o pré-candidato a Prefeitura de Manaus, Amazonino Mendes, tecia críticas ao sistema de abastecimento de água da cidade.

A ação do TRE demonstra que os órgãos responsáveis pela fiscalização da lei têm atuado de prontidão em alguns casos. Entretanto, não basta apenas que o TRE aja, é preciso que toda a sociedade se comprometa com a fiscalização da disputa eleitoral, no que diz respeito à honestidade da mesma. Afinal, os políticos encontram outros mecanismos menos evidentes de burlar a lei como a campanha corpo-a-corpo, a compra de votos e a boca de urna.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Avenue

Agora virou rotina. Todo domingo, alguns adolescentes frequentadores assíduos da boate Avenue (antiga Mazika), av. Djalma Batista, protagonizam cenas de violência na mesma avenida.

#Isso não é nenhuma novidade. A imprensa já noticiou, mas, as autoridades competentes (ou o contrário) não tomaram nenhuma atitude. As brigas continuam e quem "paga o pato" são os cidadãos que esperam ônibus nos pontos do TVlândia ou Millenium. Todos estão vulneráveis a passar por sustos, constrangimentos e até agressões, físicas ou verbais.

#Foi o que aconteceu na noite do dia 1° de junho às 10 da noite. Um bando de adolescentes (todos eles menores de idade, vale destacar) desceu a Djalma Batista correndo. Motivo? Briga. A confusão se estendeu até um ponto de ônibus. Quatro passageiros assistiram de perto um garoto ser agredido por dois.

#No domingo seguinte, a mesma cena no mesmo horário. Desta vez a confusão aconteceu dentro do ônibus da linha 217. Um grupo recém-saído da boate entra no ônibus e começa uma discussão nos fundos do coletivo. Dois passageiros pedem para o motorista parar numa delegacia. Ele se recusa dizendo que não tem nada a ver com a história. Após protestos dos passageiros, o motorista pára o ônibus e abre a porta. Alguns resistem sair do coletivo e só saem após um passageiro se levantar e ameaçar agredir um deles. Para se vingar, os adolescentes começam a jogar pedras no ônibus. O motorista que recusara se meter na confusão, demora alguns segundos para acelerar. Os passageiros (presença marcante de crianças e idosos) são obrigados a se abaixarem. Os vidros não se quebraram e, felizmente, ninguém saiu ferido.

Infelizmente, esta só é a ponta do iceberg. Os adolescentes brigões se aglomeram na frente da boate (que se tranforma numa Febem nas noites dominicais, com desculpas àqueles que vão para se divertir) e uma viatura da Polícia Militar é obrigada a ficar estacionada do lado de fora, servindo de babá. É lamentável assistir semanalmente o "futuro do Brasil" transformando a avenida Djalma Batista num verdadeiro campo de batalha e ninguém fazer nada.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

O Lugar do Esgoto


Desenvolvimento sustentável, preservação ambiental e aquecimento global são temas que tem permeado as discussões políticas e econômicas do mundo moderno. Enquanto todas estas discussões teóricas acaloradas se difundem, o esgoto da cidade de Manaus continua sendo despejado nos “igarapés” que entrecortam a cidade.

Marcha Para Jesus


Cerca de 300 mil pessoas participaram da 14ª edição da Marcha Para Jesus que aconteceu no último sábado (31 de maio). O evento foi organizado por igrejas evangélicas e percorreu ruas e avenidas do Centro, Praça 14 e Flores. No final da noite, os fiéis se concentraram no estádio Vivaldo Lima onde aconteceu o show do cantor evangélico David Quinlan.

Da Redação do Tréplica

Cesta básica brasileira está mais cara de acordo com pesquisa do Dieese

Das 16 capitais brasileiras pesquisas pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 14 apresentaram aumento no preço médio da cesta básica. Conforme o site G1, Recife teve a maior alta do país com 14,16%, seguido de Natal, com 8,91%, e Florianópolis com 7,61%.
Porto Alegre tem a cesta básica mais cara do Brasil, vendida a R$ 236,58 e Salvador é a capital que possuí a cesta básica mais barata do país custando R$176,05.
A pesquisa revela ainda que o valor ideal para o salário mínimo brasileira deveria ser R$ 1.987,51.
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70% de infectados pela Aids não recebem tratamento

O relatório conjunto da Organização Mundial de Saúde (OMS), UNAIDS e UNICEF, publicado na segunda-feira (02), em Genebra revelou que 70% das pessoas infectadas pelo vírus HIV não recebem tratamento médico.
Conforme reportagem publicada no site BBC Brasil, o relatório aponta que o Brasil está acima da média na oferta de tratamento aos infectados com o vírus. 80% dos pacientes com HIV positivo no país recebem terapia anti-retroviral, enquanto a média global é de apenas 31%.
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TRE retira vinheta de Amazonino do ar.

O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE–AM) retirou do ar propaganda institucional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) no qual o pré-candidato à prefeitura de Manaus, Amazonino Mendes, tecia críticas ao sistema de abastecimento de água da cidade.
O juiz coordenador da Propaganda Eleitoral do Pleito Municipal, Gildo Alves de Carvalho Filho, julgou procedente a denúncia feita pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), do prefeito de Manaus, Serafim Corrêa, e proibiu a exibição do comercial.
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Propaganda Eleitoral no Orkut é acionada pela justiça

R$ 21 mil é o valor da multa a ser cobrada do pré-candidato a vereador de Belo Horizonte que estava utilizando o site de relacionamentos Orkut para fazer propaganda eleitoral.
O nome do pré-candidato não foi revelado pela reportagem do site G1, contudo o G1 informa que o candidato teria pedido votos por meio de mensagens eletrônicas publicadas nas páginas de algumas pessoas.
De acordo com o site G1, o Ministério Público Eleitoral acusou o pré-candidato de criar comunidades para divulgar sua candidatura e propostas.O Tribunal Superior Eleitoral Proíbe a propaganda política antes do período eleitoral que começa dia 6 de julho.
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Presídio de Manaus terá projeto de preservação ambiental

Ressocializar presos, reinseri-los no mercado de trabalho e contribuir com a preservação do meio ambiente. Foi com essas propostas que o projeto “Gerando Renda através do Lixo”, da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos do Amazonas (Sejus) ganhou o concurso nacional “Liberdade Responsável" da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB).
O projeto “Gerando Renda através do Lixo” vai implantar no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) atividades alternativas na geração de trabalho e renda para a população carcerária através da compostagem de resíduos, plantio de hortaliças, frutíferas e criação de minhocas para produção de húmus. A ANABB premiou outros dez projetos em todo o país e o “Gerando Renda através do Lixo” foi o único da região norte contemplado. O resultado pode ser acessado no site: www.anabb.og.br.